A disciplina positiva é a melhor maneira de educar nossos filhos. Dá aos pais ferramentas para que possam ter o controle da situação enquanto ajuda as crianças a refletir sobre as situações e também as motiva a buscar soluções e melhorar seu equilíbrio interno. Por isso, queremos falar com você sobre uma ferramenta que funciona muito bem diante de comportamentos impulsivos, baixa tolerância à frustração ou até mesmo em momentos de raiva: A Roda das Opções.

Antes de mais nada, vale lembrar que não existem emoções boas ou ruins, todas elas são necessárias porque cada uma delas nos diz como estamos e se devemos fazer algo para melhorar nosso estado emocional e assim encontrar o equilíbrio que todos nós queremos. . Por exemplo, a raiva nos ajuda a entender que uma situação nos parece injusta, o medo ajuda a nos manter seguros quando necessário, etc.

As emoções que sentimos determinarão os comportamentos que temos, e o mesmo vale para as crianças. As emoções desencadeiam comportamentos e a má gestão emocional pode desencadear comportamentos inadequados, além de um desequilíbrio interno que não é adequado.

Quando uma criança sente raiva, ela deve saber que é normal e aceitável, mas o comportamento é o que devemos controlar…

No momento em que sentimos raiva, para aprender com a situação temos que voltar a um estado de calma. Você não pode argumentar com uma criança zangada, por isso é importante se concentrar em encontrar a calma e, uma vez alcançado esse ponto, procure as soluções pertinentes. A roda de opções pode ser uma ótima ferramenta nesses casos.

A Roda das Opções

Esta estratégia é ideal para crianças a partir dos 5 anos, embora realmente não haja limite de idade. Uma vez feito, você pode antecipar o que podemos fazer antes de ficar com raiva… saber o que podemos fazer para poder encontrar a calma o mais rápido possível e assim encontrar soluções de forma muito mais produtiva para o que nos fez desencadear essa emoção intensa.

São as crianças que devem pensar nessas opções e assim poder usá-los sempre que precisarem. As opções podem ser muito variadas: fazer uma massagem, respirar devagar, contar até 10, gritar em uma almofada, ir para o canto calmo, dar uma volta, ler um livro que eu gosto, deitar na cama e respirar fundo, o que for. me dê um abraço, fique sozinho, fale sobre isso, peça desculpas, dance, ouça música, tome banho…

Como você pode ver, existem muitas opções disponíveis, mas deve ser a criança que escolhe essas opções e as desenha em sua própria roda de opções. Desta maneira, será capaz de internalizar essas ações e realizá-las sempre que você fica com raiva ou tem uma emoção intensa que você não sabe como lidar corretamente.

Depois de internalizar todas essas opções, você pode usar essa ferramenta para ter um melhor gerenciamento emocional sempre que necessário. Você se sentirá no controle da situação e, mais importante, do seu estado emocional interno.

A Roda das Opções passo a passo

Para realizar esta estratégia e para que ela se torne uma ferramenta fundamental na gestão emocional da criança, os seguintes passos devem ser seguidos:

  1. Pensamos em situações que nos deixam com raiva, estressados, tristes, etc.
  2. Pensamos em opções para sair dessa situação desconfortável e como encontrar a calma.
  3. As opções são avaliadas e ficamos com as mais eficazes. Aqueles que nos permitem encontrar a calma de forma saudável, rápida e sem prejudicar os outros.
  4. Refletimos sobre as opções que funcionarão melhor para cada menino ou menina e as anotamos.
  5. Em seguida, desenhamos a roda e a dividimos em seções (quesitos) onde cada uma das opções irá. Peça às crianças que escrevam a opção, desenhem e pintem. Uma vez terminado, é laminado e está pronto para uso.
A Roda das Opções

Exemplo da Roda das Opções

O ideal é colocá-lo em um lugar onde você possa vê-lo com frequência para que a criança possa internalizar as ações que lhe permitirão encontrar calma em uma situação que a deixe com raiva ou estressada. Lembre-se que como pai, mãe ou educador, seu dever é ser seu guia para ajudá-lo a refletir, mas nunca lhe diga o que fazer, caso contrário, a estratégia não será eficaz a longo prazo. É fundamental que o trabalho seja o mais autônomo possível, assim, garantiremos que o menino ou a menina estejam aprendendo uma ferramenta fundamental para o seu bom equilíbrio emocional.