Brigar na frente de nossos filhos pode causar graves danos emocionais a eles. Julia Borbolla, psicóloga familiar, explica por que…

Briga é inevitável em um relacionamento de casal, mas quando os conflitos acontecem na frente dos filhos, o dano silencioso que podemos causar neles às vezes é irreversível.

Existe uma doença em crianças que ultimamente ameaça ser uma nova Pandemia e se chama “Divorcitis”. Esta doença surge ao ver os pais brigarem. Não tem a ver com o estado civil desses pais, eles podem estar morando juntos ou separados.

As crianças mais novas, com sua lógica pouco crescendo, tiram suas próprias conclusões dessas brigas, e essas conclusões não são objetivas, mas estão impregnadas de medo, tristeza, raiva e frustração.

Temer: porque seus pais são as colunas que sustentam seu telhado e se essas colunas vacilarem eles temem ser abandonados

-Tristeza: por ver as pessoas que mais querem se machucar, gritar umas com as outras e se atacar

-Raiva: porque no pensamento da criança, um dos dois deve ser o culpado pelo que sente

-Frustração: porque a mente da criança acredita que é onipotente e ela tenta conciliar os pais com suas boas notas ou se comportando como anjinhos e, claro, não consegue.

Com os filhos mais velhos, as ações judiciais entre os pais os fazem atuar como juízes ou como pais substitutos com seus irmãos. O comportamento de seus pais de alguma forma parece dar-lhes “permissão” para se comportarem mal e agirem da mesma maneira agressiva e evasiva.

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5 regras de ouro para evitar prejudicar as crianças:

1.- Aceite que você luta e que sabe que isso não está certo (é preferível aceitar do que tentar negar algo óbvio)

2.- Mesmo que você pense que dentro do seu quarto fechado eles não te ouvem SE O FIZEREM. Filhos se tornam a câmera de vigilância dos pais

3.- Não espere que seus filhos estejam ao seu lado. É como se você der a eles uma escolha entre seus dois olhos, qual deles eu tiro?

4.- Não use seus filhos como desculpa para tomar uma decisão em casal: “Eu não me divorcio pelos meus filhos” e com certeza eles não pedem que você continue vivendo amargurado ou infeliz

5.- Se seus filhos presenciam momentos ruins, seria bom se você também compartilhasse os bons momentos, ou seja, os gestos de carinho e respeito, se existirem. E se eles não existem, pense por eles, o que você quer que eles aprendam com seu relacionamento?

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