A morte súbita infantil ou no berço, antes dos 12 meses de idade, está relacionada a doenças cardíacas que não foram detectadas a tempo.

Em países desenvolvidos, como França, Alemanha e até mesmo Holanda, a síndrome da morte súbita infantil (SMSI), também conhecida como “morte de berço” É a principal causa de morte infantil e ocorre entre os 30 dias do nascimento e até os 12 meses de vida.

Nos Estados Unidos, por exemplo, é a terceira causa de morte em crianças menores de um ano. No México, não há números precisos e as autoridades do país reconhecem que ocorrem entre 250 e 500 casos de SMSI por ano.

De acordo com o Estudo “Morte infantil súbita. O que fazemos e o que devemos fazer para evitá-lo? publicado no Instituto Nacional de Pediatria (INP), qualquer criança pode apresentar SMSI, desde que não esteja relacionado à raça ou estrato social. Assim, cerca de 80% dos casos ocorrem entre o primeiro e o sexto mês de vida, com apresentação máxima entre dois e quatro meses.

Problemas cardíacos, uma das causas de morte no berço

Segundo o cardiologista pediátrico Iñaki Navarro Castellanos, coordenador da Área de Cardiologia Pediátrica do Hospital Privado Infantil Star Médica, existe uma relação entre cardiopatia congênita e óbito no berço.

“Quando uma criança com menos de 12 meses morre repentinamente durante o sono, considera-se que ela teve uma cardiopatia congênita que não foi detectada em tempo hábil, pois foi demonstrado que em 53% dos casos de morte no berço, as crianças tinham um problema cardíaco, de acordo com diferentes autópsias realizadas em hospitais de primeiro mundo”especifica o entrevistado.

Infelizmente no México, isso não é feito rotineiramente “a peneira cardíaca e quando um recém-nascido não tem um problema cardíaco detectado e é permitido passar, é quando a morte chega”destaca Navarro Castellanos.

Portanto, recomenda-se que “As mulheres durante a gravidez fazem ultrassons estruturais, para especificar como estão o coração e outros órgãos. Lembremos que o coração começa a se formar nas primeiras semanas de gestação e no terceiro mês já deve estar completo e funcionando normalmente”, alerta o cardiologista pediátrico Navarro Castellanos.

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O entrevistado indica que você vá imediatamente ao pediatra se seu bebê apresentar:

1. Sudorese excessiva durante a amamentação ou durante a mamadeira.
2. Agitação e dificuldade para respirar.
3. Cansaço extremo.
4. Coloração roxa, principalmente na face e extremidades.
5. Não está crescendo adequadamente.

Além de problemas cardíacos em recém-nascidos, a “morte no berço” também está relacionada a:

-Problemas respiratórios. Especificamente a apneia do sono, que se caracteriza pelo fato de as crianças pararem de respirar, por alguns segundos, durante o sono.
-Algumas doenças genéticas do coração e do cérebro. O que impede a comunicação adequada nesses órgãos, portanto, o cérebro e o coração são alterados.
– Mães fumantes. Gestantes que fumaram durante a gravidez tiveram maior risco de perder seus bebês por “morte no berço”. Além disso, se o pai ou outros membros da família fumarem perto do bebê, também haverá risco.

Como reduzir o risco de morte no berço?

Embora a “morte no berço” não possa ser evitada como tal, é possível realizar ações importantes que têm grande impacto na saúde da criança. Estão entre eles:

1) Deite o bebê em decúbito dorsal durante o sono.
2) Evitar a exposição à fumaça do tabaco (pré-natal e pós-natal).
3) Nunca enrole excessivamente o bebê.
4) Dê a ele a chance de dormir sem riscos: coloque um colchão firme; evite superfícies macias, brinquedos, bichos de pelúcia, travesseiros ou outros objetos dentro do berço.
5) Evite que o bebê durma em uma cama compartilhada com seus pais ou irmãos mais novos.
6) Incentivar o leite materno.

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→O coração do seu recém-nascido

→Quais mudanças o coração sofre durante a gravidez?

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