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No. A pesquisa mais recente indica que contrair zika no primeiro trimestre da gravidez apresenta o maior risco de causar microcefalia em bebês. Ainda não sabemos ao certo como ou por que isso acontece. Pode ser que o embrião em desenvolvimento seja mais vulnerável no primeiro trimestre, quando os principais órgãos, incluindo o cérebro, são formados. Sabemos que outros vírus, como a rubéola, causam os danos mais graves a um bebê no primeiro trimestre da gravidez.
Durante um surto anterior de zika na Polinésia Francesa, de 10.000 mulheres infectadas com o vírus Zika no primeiro trimestre da gravidez, 95 deram à luz bebês com microcefalia. Isso é quantificado como um risco moderado. Não se sabe se essa taxa será verdadeira para o atual surto na América Latina.

Os cientistas ainda não sabem muito sobre a suposta ligação entre o zika e a microcefalia. Não é um fato, por exemplo, que uma mulher grávida com testes positivos para o zika definitivamente dê à luz um bebê com microcefalia ou outro defeito congênito.

Alguns bebês nascidos de mães que tiveram zika durante a gravidez não têm microcefalia, mas têm outras condições de saúde, como problemas de visão ou de audição.

Talvez o tipo de problema apresentado pelos bebês tenha a ver com a idade gestacional que tiveram quando a mãe estava infectada pelo zika. No entanto, ainda há muito a aprender sobre a ligação entre o zika e a gravidez.

Até que mais estudos estejam disponíveis, por enquanto, especialistas em saúde concordam que o melhor que uma mulher grávida pode fazer para se proteger do zika é evitar picadas de mosquito.

Avaliado em março de 2016