Já reparou que quanto mais você proíbe algo ao seu filho, mais ele insiste em fazer? Abusar da palavra “NÃO” traz consequências para o desenvolvimento do seu filho, seja porque prejudica sua auto-estima ou porque encoraja “demais” sua curiosidade. Além disso, faz com que os laços familiares se enfraqueçam criando situações de conflito generalizado. No entanto, podemos dizer que existem outras estratégias que podemos usar na hora de estabelecer limites para nossos filhos e ensiná-los como devem se comportar em determinadas situações.

Estratégias para seu filho te obedecer sem usar o “NÃO”

“Não faça isso”, “Não é assim que se faz”, “Mas eu não disse para você não fazer isso?”. Essas são apenas algumas das frases que usamos diariamente com nossos filhos. E também são poucos os resultados positivos que a gente consegue com eles, né? Se mudarmos essas frases para outras que permitam à criança entender as razões pelas quais você não deve fazer algo, os resultados serão muito mais positivos, enquanto construiremos laços familiares muito mais fortes e saudáveis.

Explique como fazer as coisas

Ao longo de seu desenvolvimento, as crianças vão querer fazer as coisas por conta própria. E, claro, vão errar mais de uma vez: é o processo de aprendizagem. Se constantemente os repreendemos porque não fizeram algo corretamente, eles se sentirão incapazes de realizar as tarefas que lhes foram confiadas, o que representa um golpe em sua auto-estima. Assim, para evitar essas situações, podemos trocar a frase “não é assim que se faz” por outra como “será melhor para você se fizer assim”. No segundo caso, evitamos a palavra “não”, enquanto damos à criança ferramentas que lhe permitem para realizar essas tarefas.

oferecer alternativas

Proibir abertamente algo para nossos filhos só os fará querer fazer mais e isso é chamado de tentação. Criar essa tentação, junto com a necessidade biológica de explorar, só nos levará a ter que repreender a criança porque ela terá feito exatamente o que pedimos que ela não fizesse.

Neste caso, é muito mais eficaz oferecer alternativas para a criança; Ao invés de dizer “não pule aqui” podemos indicar outro lugar onde você pode pular, ou outras atividades para fazer neste exato local:

Deixe-os dar sua opinião

Está mais do que provado que quando as crianças podem dar a sua opinião tornam-se mais “responsáveis”. Por isso, é fundamental deixá-los se expressar e ouvi-los com atenção. Se soubermos os motivos pelos quais eles acham que não é errado fazer algo, podemos explicar por que é.

Por exemplo, podemos perguntar à criança por que ela acha que pular no sofá está correto e, depois que ela nos responder, podemos fazê-la ver as consequências de ter um sofá danificado em casa. Com isso, estamos tornando-o mais responsável e damos a ele uma razão justificada parar de pular no sofá.

coloque um exemplo

O exemplo dos pais é crucial quando se trata de estabelecer limites: na maioria dos casos, não podemos proibir nosso filho de algo que estamos fazendo. Assim, por exemplo, se estamos no ônibus e nosso filho começa a gritar, podemos pedir em voz baixa para ele parar. Se baixarmos o tom de voz, a criança imitará nosso comportamento.


Deixe o “não” apenas para os limites

Evitar dizer “não” constantemente é algo que devemos aprender, mas há momentos em que não teremos escolha a não ser usar essa palavra. E esses momentos são quando se trata de estabelecer limites e regras.

Porém, para que os limites funcionem, a primeira coisa é fazer com que a criança os entenda: ela deve saber exatamente o que pode e o que não pode fazer. Além disso, devemos deixar bem claro o consequências de suas ações e estabelecer o que acontecerá se ultrapassarem os limites estabelecidos. E, finalmente, nunca devemos ceder: se não permitimos algo hoje, mas permitimos amanhã, nossos filhos não entenderão o conceito de limites.

a empatia vem primeiro

Ser empático com nossos filhos implica entendê-los. Devemos nos colocar no lugar deles e estar cientes de que muitas vezes eles não fazem as coisas com más intenções. Eles não têm a capacidade de decidir entre o certo e o errado suficientemente desenvolvida, por isso devemos evitar tomar suas ações como desafios diretos. Assim, é muito útil validar as emoções dos pequenos, mas mantendo-se firme nas regras.

Conversas eficientes: escuta ativa

Conversar com nossos filhos é essencial para fortalecer links, mas também poder orientá-los dentro dos padrões do que é aceitável e do que não é, dependendo de cada situação. Por isso, devemos optar por conversas produtivas, nas quais evitaremos culpá-los.

muita paciência

Não podemos esperar que nossos filhos mudem de comportamento da noite para o dia, por mais que justifiquemos nossas razões. Portanto, é essencial ter paciência com eles e repetir o que se espera deles em diferentes ambientes.

Nossos filhos sempre terão dias em que será mais difícil para eles se comportarem como pedimos ou seguirem as regras da família: é completamente normal, pois faz parte do seu desenvolvimento biológico. No entanto, repreendê-los constantemente não é a solução, pois abusar da autoridade só fará com que nossos filhos se sintam distantes de nós. Ainda assim, é sempre melhor manter as conversas ativas e fluidas, estabelecendo limites claramente e dando-lhes escolhas para que possam decidir o que é certo e agir de acordo.