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Algumas pesquisas sugerem que o corte tardio do cordão umbilical (entre alguns segundos e alguns minutos após o nascimento) é benéfico para o desenvolvimento do bebê, porque ele recebe uma transfusão de sangue maior. Portanto, o bebê receberá uma quantidade maior de ferro, o que diminuirá o risco de anemia.

"Esperar 30 a 60 segundos, antes de cortar o cordão umbilical, beneficia especialmente os bebês prematuros", explicou Juan José Guerra, do departamento de obstetrícia e ginecologia da Kaiser Permanente em Oakland, Califórnia. Segundo o especialista, essa prática reduz em 50% o risco de acidente vascular cerebral em bebês prematuros.

"O atraso do corte umbilical também pode beneficiar recém-nascidos com alto risco de desenvolver anemia, particularmente em países onde os níveis de deficiência de ferro são altos, mas não há evidências científicas suficientes para sustentar que essa prática beneficia todos os bebês ", acrescentou Guerra.

No Hospital Geral de São Francisco (SFGH), o corte tardio do cordão umbilical é uma norma que é seguida em todos os partos prematuros. O tempo que eles esperam antes de cortar o cordão depende da condição do bebê. Mas a recomendação é aguardar entre 30 segundos a 2 minutos. Isso, segundo Ana Delgado, certificou a enfermeira-parteira daquele hospital.

Delgado esclareceu que, no SFGH, esta prática nem sempre é seguida com bebês nascidos a tempo. "Alguns médicos ou parteiras fazem isso e outros não", disse ele.

Tanto Guerra e Delgado concordaram que é necessário fazer mais estudos sobre o corte tardio do cordão umbilical. Eles enfatizaram que é crucial investigar mais sobre os efeitos, positivos e negativos, que essa prática pode ter sobre as crianças nascidas a termo. E é que a evidência científica atual se concentra em crianças prematuras.

Se os pais estiverem interessados ​​em seguir este procedimento durante o nascimento de seus bebês, é essencial que eles falem com antecedência com seu médico ou parteira para obter mais informações.

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