Quantas vezes nós mães sentimos o desejo de que nada de ruim aconteça com nossos filhos? Este curta fará você refletir sobre a superproteção.

Como mãe, é normal sentirmos preocupação com o bem-estar de nosso bebê, às vezes não fechamos os olhos para ter certeza de que nosso filho está seguro, dorme tranquilo e gostaríamos de poder estar ao seu lado 24 horas por dia para dar crédito à sua segurança. No entanto, essa mesma conexão que nasce desde o primeiro momento é a mesma que muitas vezes pode nos cegar ou criar uma forma de ver o mundo como uma bolha onde só existem mãe e filhos. É lindo querer dar tudo, mas, Até onde devemos ir ou quão saudável é superprotegê-los para que nada de ruim e, nesse extremo, nada de bom, aconteça com eles?

Com base nessa situação, Na Ucrânia nasceu este curta de animação, dirigido por Olexandr Bubnov chamado “O Cordão Umbilical”, que mostra de forma crua, a terrível realidade de uma mãe e um filho que vivem em codependência a vida toda.

Este filme começa com o nascimento de um bebê e de uma mãe que decide não cortar o cordão umbilical, criando uma codependência que não beneficia nenhum deles, garantindo que nem a mãe nem o filho tirem o máximo proveito de sua vida pessoal. Trocando momentos de felicidade e melhora por uma rotina fria que se torna tempestuosa tanto para a mãe quanto para o filho até o fim de seus dias.

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Mas, antes de assistir ao curta-metragem, explicamos para você o que é codependência mãe/pai – filho? e deixamos algumas dicas para evitá-lo

Uma pessoa codependente pode ser descrita como alguém que permite que o comportamento de outra pessoa afete ou influencie excessivamente suas próprias decisões e formas de ver a vida, e cujo foco é estar permanentemente envolvido, controlando ou tentando alterar o comportamento dessa pessoa. Um exemplo de mãe ou pai muito envolvido pode ser aquele que atinge limites como querer escolher a universidade ou a carreira para o filho, ou escolher o parceiro, sem levar em conta as preferências do nosso filho.

Isso, a longo prazo, faz com que nossos filhos desenvolvam inseguranças sociais, baixa autoestima, arrogância no relacionamento, isolamento e zero iniciativa para decidir e fazer as coisas por si mesmos.

No entanto, isso não significa que não possamos ter um relacionamento profundo com nossos filhos, nem ganhar sua confiança e passar momentos de camaradagem com eles. O importante é estar presente quando for preciso, e garantir que damos a eles as ferramentas necessárias para que, quando não estivermos, eles possam resolver seus próprios obstáculos por conta própria e confiar que assim será.

Algumas dicas muito valiosas para não incentivar a codependência são:

1. Quando ele te pedir ajuda, não faça por ele, ensine-o a fazer e deixe-o tentar até conseguir
2. Preste atenção se você o ajuda por sua confiança ou por sua necessidade de facilitar tudo para ele
3. Dê a ele desafios e jogos que envolvam um esforço de sua parte
4. Estabeleça limites saudáveis ​​e ajude-o a ter disciplina com sua rotina
5. Aceite o filho que você tem e valorize-o pelo que ele é

Assista ao curta-metragem “O Cordão Umbilical”:

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