A dislexia é, juntamente com o TDAH, um dos distúrbios de aprendizagem mais comuns na Espanha. Estima-se que afete entre 2% e 8% da população escolar, segundo a Federação Espanhola de Dislexia. Basicamente, é um distúrbio que afeta o processo de leitura e a compreensão da leitura e pode ter um impacto negativo no desempenho acadêmico. De fato, É uma das causas mais frequentes de insucesso escolar. especialmente nos casos que não são tratados adequadamente.

Porém, Com tratamento personalizado, as crianças com dislexia podem aprender e desenvolver suas habilidades de leitura. Por isso, é importante que os pais estejam atentos ao aparecimento precoce de seus sintomas para que possam consultar um especialista, que dará a ajuda necessária. No entanto, também é essencial que os pais entendam o que é esse transtorno para que possam ajudar seus filhos a superá-lo.

O que se entende por dislexia?

A dislexia é um distúrbio de aprendizagem de origem neurobiológica que Caracteriza-se pela presença de dificuldades de precisão, velocidade ou compreensão de leitura. Basicamente, as crianças com dislexia eles não apenas têm problemas para reconhecer palavras escritas com fluência e precisão, mas também para decodificar e soletrar palavras. Assim, apresentam dificuldades na leitura, pois substituem, distorcem ou omitem letras ou palavras, ao mesmo tempo em que dificultam a compreensão do significado do texto.

crianças com dislexia tem dificuldade em ler palavras isoladas ou frases curtas, sendo capaz de mudar as palavras parcial ou completamente, que modifica o sentido da leitura. Assim, este problema não é apenas evidente quando eles lêem, mas também podem afetar sua capacidade de aprender determinado conteúdo, devido à sua incapacidade de fixar e memorizar o conhecimento escrito. No entanto, vale ressaltar que, diferentemente de outros distúrbios de aprendizagem, as crianças com dislexia geralmente compreendem o conteúdo oral sem dificuldade, pois suas outras habilidades cognitivas permanecem intactas.

Os principais sintomas da dislexia infantil

Ao contrário do que muitos pais pensam, as manifestações da dislexia não se restringem apenas ao campo da leitura e da compreensão leitora. As crianças com esse problema também apresentam dificuldades em outras áreas de aprendizagem, desenvolvimento emocional e vida diária. Aqui estão os sinais mais comuns que podem revelar que uma criança tem dislexia.

1. Problemas com a leitura

Obviamente, o sinal mais claro de dislexia é a dificuldade em ler e compreender o conteúdo. As crianças com esse transtorno têm um nível de leitura mais baixo do que o resto de seus pares, pois leem lentamente e com muitas imprecisões. Muitas vezes, omitem sílabas ou palavras na leitura ou as trocam por outras, o que significa que o que dizem não é bem compreendido. Também pronunciam mal as palavras e/ou não são capazes de as soletrar, enquanto têm uma compreensão de leitura muito baixa, pois têm sérios problemas de interpretação de textos, mesmo que sejam curtos.

2. Dificuldades de escrita

Embora a capacidade de escrever não seja afetada em crianças com dislexia, a maioria deles tem dificuldades de escrita. Eles têm problemas para copiar palavras porque invertem palavras, omitem ou adicionam sílabas e/ou substituem letras e palavras por outras. Muitas vezes, eles têm dificuldade em segurar um lápis corretamente e escrevem mais devagar do que o habitual, o que os impede de acompanhar a aula. Da mesma forma, eles geralmente têm uma linha difícil de entender e problemas comuns de ortografia pois como é difícil para eles fixar as palavras e então ao escrevê-las cometem muitos erros ortográficos.

3. Alterações na coordenação motora

Outro sintoma comum em crianças com dislexia é a Dificuldade em coordenar seus movimentos. Muitas vezes têm dificuldade em manter o equilíbrio, especialmente quando jogam bola ou em jogos de equipa, e podem facilmente ficar tontos se fizerem movimentos bruscos que exijam grande estabilidade. Da mesma maneira, têm dificuldade com suas habilidades motoras finas e grossas. Isso pode ser evidenciado por serem pequenos, pois têm dificuldade em aprender a amarrar cadarços, andar de bicicleta ou patinar, enquanto à medida que envelhecem têm dificuldades para aprender a escrever ou fazer trabalhos manuais que exijam maior precisão motora.

4. Linguagem pobre e vocabulário escasso

As crianças com dislexia são ainda caracterizadas por têm uma linguagem esparsa e restrita. Sua incapacidade de reconhecer e entender as palavras que lêem limita sua capacidade de incluir novos termos em seu vocabulário, de modo que eles têm um fraco domínio da língua. Daí que acha difícil expressar ideias especialmente se forem complexos, que não pronunciam bem palavras longas e muitas vezes deixam frases incompletas. O fato de terem uma língua muito reduzida leva a que tenham uma diálogo interno ruim e que muitas vezes acham difícil organizar seus pensamentos em suas cabeças. Eles também têm sérias dificuldades em aprender uma língua estrangeira.

5. Problemas emocionais

Embora a dislexia por si só não cause distúrbios emocionais, dificuldades em ler e escrever adequadamente podem ter um enorme impacto no desenvolvimento emocional dessas crianças. É comum que esses problemas gerem sentimentos de inferioridade, vergonha, insegurança e culpa nas crianças, o que em muitos casos leva a baixa auto-estima e baixa auto-estima. Em muitos casos, as crianças com o transtorno evitam ler ou escrever na frente de outras pessoas para não se sentirem menosprezadas, um problema que a longo prazo também afeta suas relações sociais fazendo com que se isolem do ambiente.

A dislexia pode ser curada? Tratamento deste transtorno

A dislexia não tem cura. Como não se trata de uma doença, mas sim de uma alteração eminentemente cognitiva, não há tratamento médico que possa remediar essa disfunção neurobiológica. Porém, Isso não significa que as crianças com dislexia não possam melhorar notavelmente e até mesmo ter um processo de aprendizagem quase normal. Existem diferentes intervenções, nas quais se recomenda a participação conjunta de professores e pais, focadas no desenvolvimento das habilidades e processos envolvidos na leitura e na escrita que podem melhorar as habilidades das crianças nesse sentido.

Obviamente, Quanto mais cedo começar o tratamento, melhor será a recuperação. A maioria das crianças que inicia o tratamento antes dos 9 anos se recupera quase completamente, enquanto quando a intervenção é adiada, os resultados nem sempre são tão positivos. De qualquer forma, também é importante observar que nem todas as crianças requerem o mesmo tratamento uma vez que isso depende das características do transtorno e da intensidade dos sintomas, o que pode ser benéfico para alguns pode não ser tão vantajoso para outros.

Exercícios para tratar a dislexia em casa

Embora a dislexia deva ser diagnosticada e tratada por um especialista, o envolvimento dos pais no tratamento pode ser essencial. Isso porque, além de dar mais segurança e confiança às crianças, elas podem incentivá-las a exercitar suas habilidades com mais frequência em casa. Aqui estão alguns exercícios simples e fáceis de aplicar que podem ser úteis para crianças com dislexia.

  1. formar palavras. Para este exercício você precisará ter as letras do alfabeto, que você pode encontrar facilmente na Amazon ou fazer em casa marcando as bordas no papelão. Em seguida, selecione as letras de qualquer palavra, coloque-as de forma aleatória e peça às crianças que as organizem para formar uma palavra.
  2. Identificação de palavras. Escreva em um pedaço de papel uma palavra “real” e outras palavras semelhantes sem significado, como cadeira, siya e qilla. Incentive as crianças a identificar a palavra “real” e dizer o que ela significa.
  3. Encontre letras em palavras. O objetivo deste exercício é motivar as crianças a identificar letras dentro das palavras. Para fazer isso, escreva palavras diferentes e peça que selecionem apenas aquelas que começam com p ou aquelas que incluem s. Se quiser adicionar um pouco de complexidade ao exercício, você pode incluir várias condições. Por exemplo, identifique as palavras que começam com p e têm um s.

Vale ressaltar que esses exercícios não devem substituir a intervenção especializada.