A comunicação é um ato que faz parte do nosso dia a dia. Dependendo da nossa situação pessoal e profissional, vamos interagir mais ou menos com outras pessoas. Mas, seja como for, não há um dia em que não usemos a linguagem para enviar e receber mensagens.

Porém, em muitas ocasiões, percebemos que as conversas não são fluídas ou que não conseguimos atingir nosso público de forma eficaz. Esta falta de conexão é devido a um mau domínio de alguns dos princípios de comunicação ativa, que não são inatas e devem ser constantemente praticadas.

Os 10 princípios básicos para uma comunicação eficaz

Para que uma conversa seja eficaz, deve estar presente uma série de elementos que permitam a correta transmissão das mensagens, bem como a sua receção e compreensão:

1. Mensagens claras e concisas

Não podemos esperar que outra pessoa nos entenda se nos desviarmos constantemente do assunto central da conversa. Por ele, as mensagens que enviamos devem ser diretas e simples. Da mesma forma, essas mensagens devem ser claras e compreensíveis pelo público.

2. Uso da linguagem não verbal: atenção aos gestos

A linguagem verbal é tão importante quanto a linguagem não verbal. De facto, basta-nos olhar para o número de mal-entendidos que ocorrem nas conversas escritas, em que os interlocutores não se podem ver. Isso se deve principalmente ao fato de que nosso cérebro não consegue decifrar a linguagem não verbal da outra pessoa e, portanto, deve fazer sua própria interpretação. Neste caso, e dependendo da relação que temos com a outra pessoa, podemos perceber a mensagem com uma ou outra intenção, que pode estar longe da real intenção do remetente.

3. Interação visual: olhando diretamente nos olhos

Manter o contato visual está intimamente ligado à linguagem não-verbal. Quando uma pessoa é capaz de manter uma conversa segurando o olhar, ela oferece um posição de segurança e confiança, tanto em si mesma quanto na outra pessoa. No entanto, também devemos ter cuidado para não exagerar nesta seção, pois o contato visual muito contínuo pode criar desconforto e levar à perda de atenção.

4. Cadastro adequado a cada situação

O registo refere-se à forma como nos expressamos e é fundamental selecionar o correto para cada interação e dependendo do tipo de público. Assim, se devemos dar uma palestra, devemos usar um registro mais complexo, mais especializado. Pelo contrário, se estivermos a falar com amigos, parceiros ou filhos, devemos usar um registo mais familiar e com um tom mais suave.

5. Mensagem adaptada ao contexto

O contexto é um conceito que se refere a uma grande variedade de elementos, entre os quais podemos destacar a audiência, a situação socioeconômica dos destinatários da mensagem, a idade e o emprego, por exemplo. Todos esses fatores determinam o tipo de mensagem que devemos transmitir: ou seja, saber o que dizer e o que não.

6. Empatia: colocar-se no lugar do outro

A empatia é um conceito amplamente utilizado hoje em dia e podemos ver como grandes autores, psicólogos e coaches a referem como um dos pilares fundamentais quando se trata de manter relacionamentos saudáveis ​​com os outros.

Então, devemos prestar atenção às necessidades das pessoas com quem interagimos e nos colocarmos no lugar deles. Caso contrário, a conversa girará apenas em torno da nossa base, crenças e valores e, portanto, não haverá a interação necessária para ser efetiva.

7. Escuta ativa: acene com a cabeça e interaja

A escuta ativa é uma habilidade social que devemos colocar em prática em cada um dos atos de comunicação em que estamos envolvidos. Assim como a própria comunicação, a escuta ativa é algo que é constantemente aprendido e treinado.

Quando falamos de escuta ativa, queremos dizer que devemos mostrar que a conversa nos interessa: fazer pequenos gestos como acenar com a cabeça ou mostrar abertamente nossas reações ao que estamos ouvindo são exemplos de elementos que fazem parte da escuta ativa.

8. Evite interrupções, mantenha a vez de falar

Se há algo que pode acabar rapidamente com qualquer comunicação, são as interrupções constantes. Quando interrompemos uma pessoa, não estamos apenas entrando no terreno do que é considerado falta de educação, mas também dificultando que a outra pessoa organize a informação e, portanto, a transmita adequadamente.

9. As perguntas são necessárias, assim como eficazes

Parafrasear e fazer perguntas é necessário para estabelecer uma quadro de colaboração. Da mesma forma, esta prática nos ajuda a consolidar os conceitos que expusemos, bem como a emitir um resumo dos pontos que consideramos mais importantes.

Além de consolidar as ideias que deseja apresentar, o fato de perguntar ao interlocutor demonstra interesse pela conversa, fato que incentiva você a continuar se expressando e, portanto, nos dê mais detalhes que só enriquecem a comunicação.

10. Os silêncios são importantes

Dê tempo ao nosso interlocutor para refletir sobre as ideias transmitidas ou enfatizar certas frases, os silêncios são mais úteis. Ao contrário do silêncio constrangedor que se cria quando duas pessoas não têm nada a acrescentar ou dizer uma à outra, os silêncios produtivos são aqueles que ocorrem dentro da conversa com o único propósito de dar tempo ao outro para analisar a mensagem ou a nós mesmos. reorganizar as informações para transmiti-las com mais clareza.

Além de tudo o que foi mencionado, é fundamental destacar a preciso evitar gritar, use palavras que possam ferir sensibilidades, assim como aqueles gestos que possam indicar uma postura mais ou menos violenta. Qualquer um desses fatores levará inevitavelmente a uma comunicação forçada e improdutiva.

Comunicar é uma ação que inclui muito mais elementos do que podemos imaginar. Por isso, diz-se que é um talento que deve ser trabalhado continuamente ao longo da vida, se buscamos os melhores resultados que nos permitam desfrutar de relacionamentos saudáveis ​​e estáveis.